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Belo Horizonte experimenta hoje duas situações epidêmicas que caracterizam a leishmaniose visceral, a epidemia humana e a epidemia canina de calazar. A situação é grave e as estatísticas revelam que o número de casos registrados têm aumentado consideravelmente. Não é de hoje que a leishmaniose é um problema de saúde pública em BH. Comuns especialmente nas regiões norte, nordeste e noroeste da capital, a doença avança para locais onde não ocorria.
Casos registrados em Belo Horizonte/MG :: Casos em humanos  | Até 1993 apenas 1 caso havia sido registrado. Em 1994, 35 casos foram reportados, seguido por 44 casos em 1995, 51 em 1996 e 39 em 1997. Dos total de casos registrados de 94/97 19 foram detectados em crianças da FEBEM (Fundação Estadual do Bem Estar do Menor). Foram gastos mais de 1,5 milhões de doláres para o controle da LV em BH (Oliveira et al., 2001).Em 2004, estes números aumentaram para 127 casos, dos quais, 22 resultaram em morte. A Prefeitura de BH, lançou, em fevereiro/05 a campanha de combate a leishmaniose visceral (figura ao lado), mobilizando cerca de 800 profissionais da rede municipal de saúde participam de treinamento para prevenção a esta doença. |
:: Casos em cães Os casos humanos e caninos, mapeados pela Secretaria Municipal de Saúde e pelo Serviço de Zoonoses (SVCZ/SMSA) mediante o programa MAPINFO. município de Belo Horizonte está, atualmente, constituído por nove distritos sanitários (DS): DS Barreiro, DS Centro-Sul, DS Leste, DS Nordeste, DS Noroeste, DS Norte, DS Oeste, DS Pampulha, DS Venda Nova. 
Em 1994, o DS Leste apresentou maior proporção de exames positivos (6,1%) e o maior coeficiente de incidência (11,6 casos por 1.000 animais) de calazar canino de Belo Horizonte. A segunda área em importância foi o DS Nordeste, com 4,2% de exames positivos e um coeficiente de incidência igual a 3,8 casos por 1.000 animais. Adicionalmente, outros distritos, Centro-Sul, Norte, Oeste, Pampulha e Venda Nova, passam a apresentar cães com resultado positivo. Os anos de 1995 e 1996, mostram um recrudescimento da epidemia canina pelos distritos já acometidos, além de aumento significativo em áreas como os DS Norte, Pampulha e Venda Nova. Os DS Barreiro, Noroeste e Oeste apresentaram incidências menos relevantes durante o período estudado, entretanto, ainda assim registraram casos de calazar canino. Em 2004 foram recolhidos e sacrificados 5.652 cães. Do total, 1.680 tiveram amostras de sangue analisadas, e 5,1% apresentaram resultado positivo de leishmaniose visceral (ref 3). Fonte: 1 D. Bevilacqua; H.H. Paixão; C.M. Modena; M.C.P.S. Castro;Urbanização da leishmaniose visceral em Belo Horizonte; Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.53(1),2001.2 Oliveira, C. Di Lorenzo; Assunção, R.M.; Reis, I.A.; Proietti, F.A.; Spatial distribuition of human and canine visceral leishmaniasis in Belo Horizonte, Minas Gerais State, Brasil, 1994-1997; Cad. Saúde Pública, 17(5): 1231-1239, 2001.
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