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Erliquiose Canina | Imprimir |  E-mail
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A Erliquiose Canina é uma doença transmitida por carrapatos aos cães, mas existem relatos de gatos e seres humanos infectados por diferentes espécies de Ehrlichia sp (uma bactéria que vive obrigatoriamente dentro das células causando um tipo de infecção crônica).

:: Qual é o vetor da doença?


O principal vetor da enfermidade é o carrapato marrom do cão (Rhipicephalus sanguineus). No entanto, a infecção também poderá ocorrer no momento de transfusões sangüíneas, através de agulhas ou instrumentais contaminados. O mesmo carrapato pode transmitir a babesiose, que em algumas situações pode ocorrer juntamente com a Erliquiose.

:: Sintomas

Os sinais clínicos são variáveis, destacando-se o aumento do volume de gânglios (linfonodos), aumento do fígado e aumento do baço, bem como alterações no sangue. Portanto, desta forma, os animais se encontrarão em um quadro de febre intensa, dificuldades respiratórias, alterações neurológicas, petéquias e equimoses. Lembrando-se que na fase crônica, poderá apresentar perda de peso progressiva, palidez em mucosas e sangramentos espontâneos.

Dentre os principais sintomas dos animais doentes estão:

* Prostração                 * Sangramentos (nasal, na pele etc)

* Falta de apetite            * Desenvolvimento de anemia grave.

 

:: Diagnóstico e Tratamento

O médico veterinário pode fazer o diagnóstico por meio de exames laboratoriais e o tratamento é realizado com medicamentos específicos.

Do mesmo modo que a babesiose canina, atualmente não existem vacinas disponíveis no mercado para prevenção da doença que, devido a sua gravidade, deve ser prevenida por meio de um controle restrito da infestação por carrapatos.

O objetivo do tratamento é curar os animais doentes e prevenir a manutenção e a transmissão da doença pelos portadores assintomáticos (fase sub-clínica e crônica). O antibiótico conhecido como "DOXICICLINA" é considerado o principal medicamento no tratamento da Erliquiose em todas as suas fases.


:: Qual a duração do tratamento?


Os critérios para o tratamento variam de acordo com a precocidade do diagnóstico, da severidade dos sintomas clínicos e da fase da doença que o paciente se encontra quando do início do tratamento. O tratamento na fase aguda pode durar até 21 dias e na fase crônica até 8 semanas.

:: Qual o prognóstico da doença?

O prognóstico depende da fase em que a doença for diagnosticada e do início da terapia. Quanto mais cedo se diagnostica e se inicia o tratamento, melhores são as chances de cura. Em cães nas fases iniciais da doença, observa-se melhora do quadro clínico após 24 a 48 horas do início do tratamento.

:: Como prevenir a doença?


A prevenção da doença é muito importante nos canis e no locais de grande concentração de animais. Devido a inexistência de vacina contra esta enfermidade, a prevenção é realizada através do tratamento dos animais doentes e do controle do vetor da doença: o carrapato. Para tanto, produtos carrapaticidas ambientais e de uso tópico são bastante eficazes.

:: Esta doença pode ser transmitida para o homem?


Sim. Apesar de até hoje não existirem evidências de que a E. canis possa ser transmitida para o homem, existem outras espécies de Ehrlichia que podem ser transmitidas, pelo carrapato, para os cães e para o homem. Os casos de Erliquiose humana vêm aumentando muito em países como os Estados Unidos. No Brasil, esta doença ainda é pouco diagnosticada em humanos.

Fonte:

1) Informativo Merial: "Doenças transmitidas por carrapatos" - Maiores informações acesse a página da Merial.

2) http://www.highlandofgold.com/erliquia.htm

3) http://www.jperegrino.com.br/EdicaoJan05/EdicaoJan05.htm


Comentarios (2)add comment

Ana said:

 
Infelizmente perdi meu cão pastor de 6 anos, ele ainda passou 6 dias internado com medicamentos e soro, mas já era tarde. Como ele morava num sítio, não conseguimos exterminar a praga do carrapato.
junho 05, 2008

Gsalamon said:

 
smilies/wink.gif Muito útil as informações sobre esta doênça. Tive um cão que acometido por esta doença, tive inclusive que mantê-lo no soro. Felizmente não houve necessidade de trasnfusão de sangue, mas a médica veterinária me alertou que se o número de plaquetas estivesse muito baixo, poderia ser necessária.

smilies/smiley.gif
maio 16, 2008

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