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Epilepsia Canina | Imprimir |  E-mail
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Considera-se epilepsia o quadro clínico caracterizado pela repetição freqüente dos episódios de convulsão.Os animais também podem sofrer de epilepsia. A epilepsia é causada por uma descarga elétrica no cérebro que faz com que o animal fique, momentaneamente, sem coordenação ou sem movimentos voluntários, podendo ser de origem genética ou adquirida. Os ataques duram poucos minutos. Esta anomalia é mais frequnte nos cães que nos gatos.

.: Causas :.

Qualquer distúrbio no cérebro pode ser causado geneticamente ou pode ser adquirido. Teoricamente, a epilepsia de origem genética aparece antes do animal completar 6 meses de idade. A epilepsia adquirida pode ocorrer como sequela de cinomose (leia mais sobre a cinomose), traumatismos cranianos (acidentes, pancadas), presença de tumor cerebral ou em quadros de intoxicação grave.

A avaliação da causa das convulsões do animal, baseia-se principalmente, na idade do animal, no histórico e nos relatos do proprietário. Informações como possíveis traumas cranianos a poucas horas ou a meses atrás; presença de substâncias tóxicas no local ou proximidades, uso de inseticidas como mata-baratas, idade do animal na ocasião da primeira crise convulsiva, intervalos entre eles e a presença de convulsões em outros membros da família do animal, são informações vitais para estabelecimento de um quadro preciso por parte do veterinário. Além disso, as convulsão idiopática genética, é transmitida de forma hereditária devendo-se dessa forma evitar o acasalamento de animais que apresentem este quadro.

.: Sintomas :.

Os sintomas geralmente só aparecem quando o cão atinge 1 a 3 anos de idade. Alertam-se os donos para o fato de que, uma vez surgido um ataque, este pode ser o primeiro de uma série de muitos cujo aparecimento é impossível de determinar.

Independentemente da sua origem, os ataques (convulsões) podem ter graus variados. Podem ser leves, com o cão apenas salivando (babando) com movimentos desordenados de cabeça, até um ataque com sinais mais evidentes. O cão cai no chão (geralmente de lado), saliva, movimenta as pernas como se estivesse pedalando ou tentando se levantar. O ataque pode levar de segundos a alguns minutos. Podem ocorrer ataques isolados, de causa desconhecida.

.: Como a epilepsia se manifesta? :. O que você pode notar no seu animal?

Existem 2 formas principais de manifestação da doença: o pequeno e o grande mal. Este último não passa nada despercebido: o cão fica parado, cerra os dentes, ladra ou geme, perde o controle da defecação e da micção, pode parar de respirar, ou ter a respiração muitíssimo acelerada, as pupilas dilatam-se, vomita, tem convulsões e inclusive pode perder a consciência.

O pequeno mal traduz uma epilepsia "parcial" cujos sintomas são: correr freneticamente, esconder-se ou subir em objetos de modo repetitivo, ter movimentos repetitivos de uma parte do seu corpo durante alguns minutos...(45 segundos a 3 minutos de duração). O pequeno mal pode ser mal interpretado como sendo um problema comportamental em vez de epilepsia.

Após este período (chamado ictus) segue-se uma série de comportamentos aberrantes nos quais o animal se apresenta desorientado, ansioso, temporariamente cego ou surdo, deprimido, com perda de equilíbrio, muito sedento e esfomeado.

.: O Que fazer em caso de ataque epiléptico? :.


Se é a primeira vez que assiste a esta experiência desagradável, acalme-se! Em qualquer caso, proteja o cão de se magoar a si próprio, afastando objetos, móveis e outras coisas que possam magoar o cão durante o período em que o cão não tem consciência do que lhe está a acontecer. Permaneça junto dele. Verifique quanto tempo dura o ataque.

Segure e acalme o seu cão. Faça pouco barulho! Não se esqueça que se trata de uma hiper excitabilidade cerebral! Afaste outros animais de roda dele. Contate o veterinário. Certos ataques requerem tratamento urgente (golpe de calor, intoxicações, ataques que durem mais de 5 minutos) ao passo que geralmente o animal deve ficar sossegado a recuperar. O veterinário executará várias análises ou radiografias a fim de determinar a verdadeira causa do ataque.

.: Medicamentos, quais existem??? :.


Se o veterinário não encontra causa específica, assume-se que o animal tem epilepsia idiopática, o que significa que pode vir a ter mais ataques no futuro... A maioria dos veterinários não se precipita em medicar um cão epiléptico. Geralmente medica-se um cão que tenha ataques com intervalos regulares muito curtos (dias ou semanas), não meses.

Um dos medicamentos que controla com sucesso as convulsões é o fenobarbital, cuja administração regular danifica as células hepáticas, pelo que deve ser associado a uma medicação que proteja o bom funcionamento do fígado. Por este fator ser tão preponderante, muitos médicos estão inclinados para a administração de brometo de potássio.

A dose de manutenção deve ser a mínima capaz de evitar os ataques. A medicação é para o resto da vida do animal, pois esta doença não tem cura, apenas tratamento de controle. A administração de Diazepam injetável durante o ataque pode ser muito útil para controlá-lo. Torna-se muito importante evitar situações de stress: viagens, cios, foguetes, etc. Todas estas situações podem ocasionar uma crise!


Portanto, a longo prazo podem-se esperar problemas hepáticos e não é raro um cão epiléptico morrer de cirrose, mas também não é raro um cão epiléptico durar mais de 7 ou 8 anos! Por isso não desespere se o seu cão tiver epilepsia! Evite situações de stress e mantenha a medicação estipulada pelo veterinário. Faça análises químicas ao fígado de 6 em 6 meses a fim de controlar alguma lesão secundária hepática e sobretudo compreenda o seu amigo e dê-lhe muito exercício e carinho! Vai ver que ele lhe retribuirá em dobro!!

.: Raças que possuem elevada propensão genética para a epilepsia :.

Basenji, Beagle, Boxer, Bouvier Bernois, Cocker Spaniel, Fox Terrier, Golden Retriever (Labrador), Husky Siberiano,Keeshound, Malamute do Alaska, Pastor Alemão, Papillon, Setter Irlandês, Setter Gordon, Teckel e Welsh Corgi. 

.: Observações Importantes :.

-  Recomenda-se castrar os animais epilépticos idiopáticos, especialmente as fêmeas que, na época do cio, devido às alterações hormonais, apresentam maiores chances de convulsionar.

- Em certas situações,  os animais podem apresentar convulsões sem que haja verdadeira epilepsia. Ou seja, um ataque convulsivo esporádico na vida de um animal não significa que o mesmo seja epiléptico! Uma das coisas que pode provocar um ataque convulsivo é um golpe de calor ou uma intoxicação.

.: Links Relacionados com a Epilepsia Canina :.

- Cientistas codificam o gene associado com a epilepsia em cachorros

- Pesquisa desenvolvida em Toronto (Canadá) pode beneficiar os cães que sofrem de epilepsia

- www.canine-epilepsy.com

Fonte

[1] http://www.dogtimes.com.br/epilepsia.htm (acessado em abril/2005)

[2] http://www.vidadecao.com.br/cao/index2.asp?menu=epilep.htm (acessado em abril/005)

[3] http://arcadenoe.clix.pt/article.php3?article=258 ( acessado em abril/2005)

Comentarios (6)add comment

neilia aires said:

 


Minha cachorra tem eplepsia e as vezes nao sei o que fazer
fevereiro 22, 2008

Áurea beatriz said:

 
Parabéns pela explicação,tenho uma cadela da raça rusky com 4 meses que é epilética.Me ajudou muito,a orientação apesar de estar recebendo todo o suporte da Veterinária que está cuidando dela.
fevereiro 24, 2008

Vanessa said:

 
Meu cão da raça Akita de 1 mês e 24 dias teve alguns ataques semelhantes aos de epilepsia. Quase morri do coração! Mas essas explicações me ajudaram a achar uma forma de ajudar meu cãozinho. Obrigada!
março 09, 2008

marciane said:

 
Minha sobrinha de 6 meses de idade foi constatada a epilepsia então gostaria de saber sobre a possibilidade de transmissão da epilepsia de animais para gestantes ou recem nascidos.Obrigada
março 27, 2008

Betha said:

 
Minha cachorra da raça Dogo argentino tem epilepsia, sempre q tem o ataque ela fica roxa e uiva. Gostaria de saber se em uns dos ataques ela pode sofrer uma parada respiratória e evoluir a óbito?
Obrigada!
abril 09, 2008

celia said:

 
Sou apaixonada pela minha cachorrinha, belinha ela é da raça poodle etem anos que é epiletica e isso me faz sofrer muito . moro em bh e não tenho condições financeiras de pagar o tratamento dela, pois ganhei ela já adulta , ela tem convulsão de ate 4 vezea por dia .quando estava trabalhando tinha condições de pagar veterinario ,ela tomou gardenal mas memo assim tinha convulsões , peço pelo amor de deus me AJUDE, gostaria de um tratamento .ou uma orientação , pois ela é parte da minha vida e eu amo muito.choro muito quando vejo ela sofrer.

beijos a todos!!!
maio 13, 2008

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